A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) inicia os negócios desta quarta-feira ainda refletindo a forte alta de ontem, impulsionada pelo retorno do capital estrangeiro, que contribuiu para que o mercado de ações tivesse o maior volume do ano (R$ 10 bilhões). Para o pregão de hoje, analistas acreditam que a Bolsa pode repetir o desempenho positivo, mas não descartam "realizações" (vendas de ações para embolsar os ganhos) pontuais.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, sobe 0,52%, aos 69.938 pontos. Ontem, a Bovespa fechou em alta de 1,46%. Na Europa, a Bolsa de Londres tem leve alta de 0,10%; em Frankfurt, o índice Dax avança 0,22%.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,782, estável sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 184 pontos, número 1,60% abaixo da pontuação anterior.
Entre as primeiras notícias do dia, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou crescimento da produção industrial em 13 das 14 regiões pesquisadas em janeiro, na comparação com dezembro. Na média nacional, a indústria apresentou avanço de 1,1% na mesma base de comparação.
A FGV (Fundação Getulio Vargas) apontou inflação de 0,95% no início de março, pela leitura do IGP-M, em sua primeira estimativa do mês. Um mês antes, o mesmo índice teve variação de 0,98%. Nesta semana, todos os índices de preços já divulgados mostraram aceleração dos preços.
Na Europa, o Escritório Federal de Estatísticas alemão registrou queda no superavit comercial (exportações menos importações) em janeiro, na comparação com dezembro. O volume exportado sofreu a primeira contração desde agosto de 2009. E no Reino Unido, a produção industrial local teve queda de 0,4% em janeiro, um desempenho pior do que o esperado pelo mercado.
Fonte: Folha Online